quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Nem Knorr, nem Maggi: saiba como fazer um caldo prático e saudável

 

Caldo Maggi saudáveis
 
Caldo de carne, de galinha, legumes, bacon, picanha, costela… Sazon pro arroz, pro feijão, pra sopa… Sempre que vou ao supermercado e passo por essas seções de temperos prontos, fico impressionada com a capacidade da indústria de inventar novos sabores. Tem caldo pra tudo que é tipo de prato. Com poucas calorias e gorduras, o grande problema é que esses famosos tabletinhos industrializados são verdadeiras bombas de sódio em nosso corpo. Isso sem contar que eles sempre trazem aromatizantes, corantes e realçadores de sabor, como o glutamato monossódico (o famoso Ajinomoto).
 
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a quantidade recomendada de consumo de sal é de apenas 5 gramas por dia, o equivalente a 1 colher de chá cheia. Isso significa que nossa cota diária de sódio é de 2400 miligramas por dia. Para se ter uma ideia, meio tablete dos caldos industrializados da Maggi oferecem:
  • 993 miligramas de sódio, se for caldo de carne
  • 1038 miligramas, se for de frango
  • 900 miligramas, se for de legumes
Ou seja, meio tablete desses caldos faz você gastar de 39 a 43% da sua cota diária de sal. O melhor, então, é fazer o próprio caldo em casa, garantindo um sabor realmente caseiro e saudável às refeições. A seguir, confira algumas receitas super práticas para você substituir essas bombas de sódio em forma de tablete Knorr, Maggi ou Sazon.
 
Caldo de ervas:
 
Receita 1: Este é o mais prático de todos, pois utiliza ervas secas. Basta espalhar em forminhas de gelo ervas como manjericão, orégano, salsa e alecrim, e depois completar com azeite de oliva virgem. Leve ao congelador e pronto! Depois é só desinformar e guardar em saquinhos plásticos no congelador.
 
Receita 2: Já esta é com ervas frescas. Bata no liquidificador 1 cebola grande, 2 dentes de alho sem casca, 1 maço pequeno de cebolinha, 1 maço pequeno de salsinha, 1 pimentão sem sementes, 1 colher de sopa de azeite de oliva, 1 colher de sopa de vinagre branco e 1 pitada de sal (os dois últimos ingredientes atuam como conservantes). Após obter uma mistura homogênea, coloque na forma de gelo e leve ao congelador.
 
Caldo de legumes:
 
Em uma panela com um litro de água, acrescente 2 tomates, 1 alho francês, 1 cenoura grande ralada, 1 pé de espinafre, 1 maço de cebolinha, outro de salsinha, alecrim, 1 cebola média, 2 dentes de alho e uma pitada de sal marinho. Deixe ferver um pouco e, depois de cozido, deixe esfriar. Bata tudo no liquidificador, coloque em forminhas de gelo e leve ao congelador.
 
Pronto, você terá cubinhos práticos e saudáveis que irão facilitar – e muito! – o dia a dia na hora de cozinhar!
 

sábado, 12 de dezembro de 2015

Pau d'arco ou ipê




Trata-se de uma planta muito utilizada pela Naturopatia em Portugal, está disseminada por todos os países latinos da América do Sul e Central, nos quais é denominada lapacho ou Ipê.

A utilização nas leucemias e outros cancros remonta a tratamentos realizados por médicos e naturopatas brasileiros na década de 60, no seguimento da sua ampla utilização por várias tribos de índios da Amazónia brasileira e peruana.

Vários estudos têm confirmado a acção do lapachol do pau d’arco como anticancerígeno. Na leucemia, reduz a acção da telomerase, aumentando a morte das células cancerígenas (Jounal of Medical Food, 2010). No cancro da mama, inibe os receptores dos estrogénios (International Journal Molecular Medicine, 2009) e no cancro do fígado, inibe o seu crescimento e metastização (Biosci Biotechnol Biochem, 2007).
No que toca ao cancro da bexiga, inibe o crescimento e aumenta a apoptose (Experimental Oncology, 2006). No cancro da próstata, inibe a inflamação e reduz também a acção da telomerase (Pharmacology Research, 2005) enos cancros do pulmão (International Journal of Oncology, 2005) e cólon (Anticancer Drugs, 2003) aumenta também a apoptose das células cancerígenas.

Princípios activos

Derivados naftoquinónicos, com destaque para o lapachol com propriedades anti-tumorais, pró-apoptóticas (estimula a morte das células cancerígenas), anti-inflamatórias, imunoestimulantes, diuréticas e antivirais. Destaque também para a quinona, que estimula o fígado a produzir protrombina e outras substâncias que participam na coagulação do sangue. Contém ainda flavonóides, especialmente quercetina, com acção antioxidante, anti-inflamatória e anti-alérgica; óleos essenciais com acção antibiótica, e coenzima Q10, um forte regenerador celular.

Principais propriedades

É eficaz no cuidado das anemias. Aumenta a produção de glóbulos vermelhos e da respectiva hemoglobina por um estímulo na medula óssea vermelha. Esta acção também conduz a uma maior produção de glóbulos brancos. É amplamente utilizada em paciente oncológicos a fazerem quimioterapia, de forma a reduzir os efeitos secundários desta terapêutica e, concomitantemente, estimular o sistema imunitário a lutar contra a patologia.

Outras propriedades

Tem uma acção antibiótica, sendo por isso aconselhado como coadjuvante no tratamento e prevenção de gripes, amigdalites, infecções urinárias e bronquites. Pela sua acção regeneradora dos tecidos e hemostática é muito utilizado na cicatrização de feridas externas ou internas (úlceras de estômago ou duodeno). Também é em candidíase, infecção por HIV, infecção na próstata, miomas no útero e quistos nos ovários.
 
 

Feijão frade - fonte proteica e anticancerígeno - superalimento

 


 
Além de ser como todas as leguminosas um óptima fonte de ácido fólico, proteína, ferro e ajudar a baixar o colesterol também é anticancerígeno e antioxidante.
E além disso ajuda a manter a linha ajudando a cuidar do sistema circulatório.
Os cientistas portugueses seguem de perto este fenómeno que além de ser de mais fácil digestão do que os outros feijões tem tanta proteína como a soja e não é sensível à seca em termos produtivos.
 
Fonte: Programa Biosfera T13-Ep.10 - RTP África, 12-12-2015, 10h-10h27m

Meruje: uma planta silvestre no prato

 

Meruje: uma planta silvestre no prato
 
 
Atualmente é notório o interesse crescente pelos mais diversos produtos de origem vegetal. Já ouviu falar de meruje? É uma planta silvestre comestível.
O seu consumo está muito ligado a saberes tradicionais. Esta espécie silvestre abunda em zonas específicas de Portugal. No Sabugal, por exemplo, apanham-na, lavam e preparam uma salada para acompanhar costeletas de borrego grelhadas.
As plantas silvestres comestíveis têm especial interesse quando contribuem para a prática de uma dieta equilibrada. Basta conhecê-las para as apanhar. Assim, podem ser fontes grátis de vitaminas, minerais e substâncias fitoquímicas.
A meruje, com o seu nome científico de montia fontana L., é uma planta vivaz da família das Portulacaceae. Com um caule de 5 a 50 cm, é cosmopolita, ou seja ocorre em qualquer condição de solo e clima.
 
unnamed
 
Como é habitual, nesta rubrica – “+ Saúde por metro quadrado“, descrevemos os passos de cultivo de uma planta para o ajudar a ser um pequeno agricultor. Mas como o meruje se propaga de forma silvestre, hoje vamos dar orientações para que saiba encontrá-la e simplesmente colhê-la.
Poderá encontrar meruje, junto de fontes, ribeiros, margens de rios, ribeiras e outras zonas encharcadas. Em Portugal, a meruje está espalhada por diferentes zonas de norte a sul, como pode visualizar no mapa do lado direito.
Os benefícios nutricionais da silvestre meruje advêm, sobretudo, da sua composição em micronutrientes: α- tocoferol (45.53 mg/100 g de produto seco), uma considerável concentração em vitamina C (39.48 mg), e destaca-se ainda a presença de substâncias fenólicas (93.26 mg EAcl/g de extracto).
Use o lado explorador que há em si! Aproveite um dia soalheiro, prepare uma viagem com a família e vá apanhar a meruje. Assim, vai promover bons momentos em família, incutir aos mais novos o gosto pela ciência botânica, tudo com alguma atividade física à mistura.
Vai ser uma alegria, tê-la depois no prato, transformada numa bela salada.
 
 
Referências: P Carla.Caracterização nutricional e propriedades bioactivas de espécies silvestres da etnoflora transmontana tradicionalmente consumidas em verde. Bragança 2011.
Outras fontes: http://www.flora-on.pt/index.php#/1Montia+fontana. Acedido em Outubro 2014.
Fonte de imagem: http://rapouladocoa.blogspot.pt/2010/04/salada-de-meruges.html
 

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Crucíferas podem reduzir risco de cancro do pulmão entre fumadores

 
 
De todos os vegetais, aqueles que mostram ter mais propriedades anticancerígenas são os legumes crucíferos. Os vegetais são de facto um autêntica farmácia natural compostos de milhares de substâncias químicas capazes de interferir positivamente com os mecanismos biológicos do nosso organismo. As crucíferas destacam-se enquanto “alicamentos” por terem na sua constituição uma grande concentração de uma classe específica de fitoquímicos, os isotiocianatos.  Estes compostos mostram em diversos estudos inúmeras propriedades quimiopreventivas tais como:
  • Inibição das enzimas de Fase I: algumas substâncias procarcinogénicas precisam ser transformadas por estas enzimas de forma a se tornarem ativas e portencialmente carcinogénicas.
  • Indução das enzimas de Fase II: estas enzimas são responsáveis pela eliminação do organismo de substâncias tóxicas, potencialmente cancerígenas.
  • Regulação do Ciclo Celular: indução da interrupção o ciclo celular de modo a reparar danos no ADN ou ativar a apoptose.
  • Atividade anti-inflamatória: a inflamação promove a proliferação celular e inibe a apoptose, aumentando o risco de cancro. Alguns isotiocianatos inibem a produção de moléculas inflamatórias e a atividade do fator de transcrição NF-kappaB.
  • Atividade antibacteriana: em alguns estudos de laboratório o isotiociananto Sulforafano inibiu o crescimento e destruiu algumas estirpes da bactéria Helicobacter Pylori, precursora de cancro do estômago.
 
O consumo dos alimentos ricos nestas substâncias (couves, brócolos, agrião, rúcula, nabo, etc.) têm mostrado grandes benefícios na prevenção e tratamento complementar de vários cancros. Um desses exemplos são os resultados de um estudo recente no qual se avaliou os efeitos do consumo de crucíferas por fumadores. Aqueles que tiveram um consumo elevado de crucíferas mostraram um risco inferior de desenvolverem cancro do pulmão. No entanto para se observarem estes resultados estes vegetais foram e devem ser consumidos crus. Isso deve-se ao facto de os isotiocianatos se obterem a partir de uma outra classe de fitoquímicos, os glucosianatos. Através da ação da enzima Mirosinase estes convertem-se em isotiocianatos através da hidrólise. Uma vez que os glucosinolatos são hidrossolúveis, perdem-se na água. Além disso cozer os legumes crucíferos em água fervente resulta numa perda de 18 a 59% no total de glucosinolatos e na desativação da Mirosinase. Para se obterem os maiores benefícios destes vegetais, devem ser consumidos crus, em sumos, ou na forma de germinados.
 
 
Referências:
 

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Nigella Sativa - cominho preto

 
 
O óleo das sementes de Nigella sativa ( flor de erva-doce, curcuma negra ou cominho preto) mata cerca de 89% das células cancerosas do pulmão. é uma erva medicinal poderosa usada há mais de 1,000 anos na medicina tradicional Chinesa, Ayurveda, Unani e Árabe. É um potente anti-inflamatório e antioxidante. Se for tomada diariamente pode ajudar a diabetes do tipo 2. A thymoquinona, encontrada na semente, é fundamental contra a asma e pode proteger os tecidos cerebrais da radiação induzida por stress nitrosativo (degeneração dos tecidos cerebrais devido a radiações electromagnéticas).
 
Planta muito conhecida em vários países do Oriente Médio como "Habbat al Barakah" ou "A planta bem aventurada", devido às suas qualidades de cura para muitas doenças. Ela tem sido usada há milhares de anos no Oriente Médio, bem como os portos da Ásia e da África. 

 O óleo da Nigella Sativa foi encontrada na tumba de Tutankamon. Também é citada nos relatos romanos de ter sido usada por Cleópatra para adquirir saúde e beleza, acentuando seus dotes físicos.
 Hipócrates, o pai medicina científica, considerava a Nigella Sativa como um remédio valioso para tratar distúrbios hepáticos e digestivos.
 

 

A nigela ou cominho preto é consumida mundialmente em forma de óleo, o qual se acredita possuir grandes propriedades curativas, e de prevenir doenças.
Descrição : Planta da família das Ranunculaceae, também conhecida como aleprive, aliprive, cominhos negros, diabo-na-mata e nigela-bastarda.
Parte utilizada : Sementes.
Origem : Irã.
Indicações e Benefícios.
Seus ácidos graxos são essenciais ao sistema imunológico dando-lhe o poder de prevenir infecções e alergias e controle de doenças crônicas. As células saudáveis ​​são protegidas contra vírus, assim, podem também inibir tumores.
O consumo do seu óleo também tem o poder de purificação e desbloqueio do sistema linfático.
Princípios Ativos : Ácido arábico, ácido ascórbico, contém 58% de ácidos graxos polissaturados essenciais, incluindo Omega 6 e Omega, ácido mirístico, alanina, timoquinona, alcaloides, alfa-sitosterol, campesterol, carvona, cimeno, d-limoneno, estigmasterol, ferro, fitosteróis, fósforo, leucina, lisina, melantina, nigellina, nigellona, potássio, resina, saponina, sódio, tanino, treonina, valina, vanila, antioxidantes como o thymoquinone e thymohydroquinone.
Propriedades medicinais : Analgésica, carminativa, depurativa, galactagoga, anti-histamínico, anti-oxidante, anti-infecciosas e bronco-dilatadora.
Efeitos colaterais : Quando ministrada em altas doses, pode ser letal.
 

terça-feira, 6 de outubro de 2015

FAÇA O DELICIOSO MEL DE GENGIBRE E TENHA UM FORTE IMPULSO NA SUA IMUNIDADE

 
mel-de-gengibre

Gripes e resfriados são problemas de saúde comuns não só no inverno. Na temporada do calor, muita gente fica gripada, por causa de choques térmicos. Por exemplo: lá fora está bem quente e a pessoa entra num shopping, banco ou loja onde o ar-condicionado está gelando a mil.
Qual o resultado disso? Se ela não estiver com a imunidade muito robusta, a possibilidade de ficar gripada ou resfriada é bastante alta.
 
Por isso, nós trouxemos uma receita para que você possa fortalecer a imunidade de toda a família. Estamos falando do mel de gengibre, que, além de combater gripes e resfriados, acaba com dores na garganta e tem um sabor delicioso.
Não é de se surpreender, já que o gengibre é um poderoso antioxidante, podendo curar artrite, náuseas na gravidez, qualquer tipo de enjoo e até protege contra o câncer colorretal.
Já o mel, contém propriedades antibacterianas, podendo tratar a garganta dolorida ou irritada. Além disso, ele também é composto por antioxidantes que ajudam a atrasar o envelhecimento e a prevenir doenças degenerativas, como Alzheimer. Se você, por exemplo, está com tosse, consuma uma colher de mel 30 minutos antes de dormir.
 
Ele não só vai eliminar a tosse, como também estimular a serotonina, que é convertida em melatonina e contribui para um bom sono. Quer mais? O mel é um grande aliado em alergias leves e também cria anticorpos para nosso corpo tolerar o pólen – já que contém partículas de pólen. Como é que se prepara o mel de gengibre? É fácil, fácil.
 
INGREDIENTES
 
Um pedaço de 4cm de gengibre fresco
2 xícaras de mel
Recipiente de vidro esterilizado com tampa
Termômetro culinário

MODO DE PREPARO
 
Coloque o mel para aquecer em banho-maria.
Em seguida, descasque e corte ou rale o gengibre em fatias bem finas e adicione ao mel.
Com o termômetro, monitore o aquecimento do mel, para que ele atinja a temperatura de 85 graus Celsius e, depois, mantenha-o no fogo baixo por dez minutos.
Retire do fogo e deixe descansar por mais 10 minutos.
Feito isso, coloque o mel e o gengibre num recipiente esterilizado.
Você pode usar tanto a parte líquida como a sólida (as fatias bem finas de gengibre).
Quando sentir que vai gripar ou já durante a doença, vá mastigando ao longo do dia este gengibre envolto em mel.
O mel vai cristalizar e ficará uma delícia.
Ele também é ótimo para aliviar irritações na garganta.
 
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...