sábado, 12 de dezembro de 2015

Feijão frade - fonte proteica e anticancerígeno - superalimento

 


 
Além de ser como todas as leguminosas um óptima fonte de ácido fólico, proteína, ferro e ajudar a baixar o colesterol também é anticancerígeno e antioxidante.
E além disso ajuda a manter a linha ajudando a cuidar do sistema circulatório.
Os cientistas portugueses seguem de perto este fenómeno que além de ser de mais fácil digestão do que os outros feijões tem tanta proteína como a soja e não é sensível à seca em termos produtivos.
 
Fonte: Programa Biosfera T13-Ep.10 - RTP África, 12-12-2015, 10h-10h27m

Meruje: uma planta silvestre no prato

 

Meruje: uma planta silvestre no prato
 
 
Atualmente é notório o interesse crescente pelos mais diversos produtos de origem vegetal. Já ouviu falar de meruje? É uma planta silvestre comestível.
O seu consumo está muito ligado a saberes tradicionais. Esta espécie silvestre abunda em zonas específicas de Portugal. No Sabugal, por exemplo, apanham-na, lavam e preparam uma salada para acompanhar costeletas de borrego grelhadas.
As plantas silvestres comestíveis têm especial interesse quando contribuem para a prática de uma dieta equilibrada. Basta conhecê-las para as apanhar. Assim, podem ser fontes grátis de vitaminas, minerais e substâncias fitoquímicas.
A meruje, com o seu nome científico de montia fontana L., é uma planta vivaz da família das Portulacaceae. Com um caule de 5 a 50 cm, é cosmopolita, ou seja ocorre em qualquer condição de solo e clima.
 
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Como é habitual, nesta rubrica – “+ Saúde por metro quadrado“, descrevemos os passos de cultivo de uma planta para o ajudar a ser um pequeno agricultor. Mas como o meruje se propaga de forma silvestre, hoje vamos dar orientações para que saiba encontrá-la e simplesmente colhê-la.
Poderá encontrar meruje, junto de fontes, ribeiros, margens de rios, ribeiras e outras zonas encharcadas. Em Portugal, a meruje está espalhada por diferentes zonas de norte a sul, como pode visualizar no mapa do lado direito.
Os benefícios nutricionais da silvestre meruje advêm, sobretudo, da sua composição em micronutrientes: α- tocoferol (45.53 mg/100 g de produto seco), uma considerável concentração em vitamina C (39.48 mg), e destaca-se ainda a presença de substâncias fenólicas (93.26 mg EAcl/g de extracto).
Use o lado explorador que há em si! Aproveite um dia soalheiro, prepare uma viagem com a família e vá apanhar a meruje. Assim, vai promover bons momentos em família, incutir aos mais novos o gosto pela ciência botânica, tudo com alguma atividade física à mistura.
Vai ser uma alegria, tê-la depois no prato, transformada numa bela salada.
 
 
Referências: P Carla.Caracterização nutricional e propriedades bioactivas de espécies silvestres da etnoflora transmontana tradicionalmente consumidas em verde. Bragança 2011.
Outras fontes: http://www.flora-on.pt/index.php#/1Montia+fontana. Acedido em Outubro 2014.
Fonte de imagem: http://rapouladocoa.blogspot.pt/2010/04/salada-de-meruges.html
 

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Crucíferas podem reduzir risco de cancro do pulmão entre fumadores

 
 
De todos os vegetais, aqueles que mostram ter mais propriedades anticancerígenas são os legumes crucíferos. Os vegetais são de facto um autêntica farmácia natural compostos de milhares de substâncias químicas capazes de interferir positivamente com os mecanismos biológicos do nosso organismo. As crucíferas destacam-se enquanto “alicamentos” por terem na sua constituição uma grande concentração de uma classe específica de fitoquímicos, os isotiocianatos.  Estes compostos mostram em diversos estudos inúmeras propriedades quimiopreventivas tais como:
  • Inibição das enzimas de Fase I: algumas substâncias procarcinogénicas precisam ser transformadas por estas enzimas de forma a se tornarem ativas e portencialmente carcinogénicas.
  • Indução das enzimas de Fase II: estas enzimas são responsáveis pela eliminação do organismo de substâncias tóxicas, potencialmente cancerígenas.
  • Regulação do Ciclo Celular: indução da interrupção o ciclo celular de modo a reparar danos no ADN ou ativar a apoptose.
  • Atividade anti-inflamatória: a inflamação promove a proliferação celular e inibe a apoptose, aumentando o risco de cancro. Alguns isotiocianatos inibem a produção de moléculas inflamatórias e a atividade do fator de transcrição NF-kappaB.
  • Atividade antibacteriana: em alguns estudos de laboratório o isotiociananto Sulforafano inibiu o crescimento e destruiu algumas estirpes da bactéria Helicobacter Pylori, precursora de cancro do estômago.
 
O consumo dos alimentos ricos nestas substâncias (couves, brócolos, agrião, rúcula, nabo, etc.) têm mostrado grandes benefícios na prevenção e tratamento complementar de vários cancros. Um desses exemplos são os resultados de um estudo recente no qual se avaliou os efeitos do consumo de crucíferas por fumadores. Aqueles que tiveram um consumo elevado de crucíferas mostraram um risco inferior de desenvolverem cancro do pulmão. No entanto para se observarem estes resultados estes vegetais foram e devem ser consumidos crus. Isso deve-se ao facto de os isotiocianatos se obterem a partir de uma outra classe de fitoquímicos, os glucosianatos. Através da ação da enzima Mirosinase estes convertem-se em isotiocianatos através da hidrólise. Uma vez que os glucosinolatos são hidrossolúveis, perdem-se na água. Além disso cozer os legumes crucíferos em água fervente resulta numa perda de 18 a 59% no total de glucosinolatos e na desativação da Mirosinase. Para se obterem os maiores benefícios destes vegetais, devem ser consumidos crus, em sumos, ou na forma de germinados.
 
 
Referências:
 

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Nigella Sativa - cominho preto

 
 
O óleo das sementes de Nigella sativa ( flor de erva-doce, curcuma negra ou cominho preto) mata cerca de 89% das células cancerosas do pulmão. é uma erva medicinal poderosa usada há mais de 1,000 anos na medicina tradicional Chinesa, Ayurveda, Unani e Árabe. É um potente anti-inflamatório e antioxidante. Se for tomada diariamente pode ajudar a diabetes do tipo 2. A thymoquinona, encontrada na semente, é fundamental contra a asma e pode proteger os tecidos cerebrais da radiação induzida por stress nitrosativo (degeneração dos tecidos cerebrais devido a radiações electromagnéticas).
 
Planta muito conhecida em vários países do Oriente Médio como "Habbat al Barakah" ou "A planta bem aventurada", devido às suas qualidades de cura para muitas doenças. Ela tem sido usada há milhares de anos no Oriente Médio, bem como os portos da Ásia e da África. 

 O óleo da Nigella Sativa foi encontrada na tumba de Tutankamon. Também é citada nos relatos romanos de ter sido usada por Cleópatra para adquirir saúde e beleza, acentuando seus dotes físicos.
 Hipócrates, o pai medicina científica, considerava a Nigella Sativa como um remédio valioso para tratar distúrbios hepáticos e digestivos.
 

 

A nigela ou cominho preto é consumida mundialmente em forma de óleo, o qual se acredita possuir grandes propriedades curativas, e de prevenir doenças.
Descrição : Planta da família das Ranunculaceae, também conhecida como aleprive, aliprive, cominhos negros, diabo-na-mata e nigela-bastarda.
Parte utilizada : Sementes.
Origem : Irã.
Indicações e Benefícios.
Seus ácidos graxos são essenciais ao sistema imunológico dando-lhe o poder de prevenir infecções e alergias e controle de doenças crônicas. As células saudáveis ​​são protegidas contra vírus, assim, podem também inibir tumores.
O consumo do seu óleo também tem o poder de purificação e desbloqueio do sistema linfático.
Princípios Ativos : Ácido arábico, ácido ascórbico, contém 58% de ácidos graxos polissaturados essenciais, incluindo Omega 6 e Omega, ácido mirístico, alanina, timoquinona, alcaloides, alfa-sitosterol, campesterol, carvona, cimeno, d-limoneno, estigmasterol, ferro, fitosteróis, fósforo, leucina, lisina, melantina, nigellina, nigellona, potássio, resina, saponina, sódio, tanino, treonina, valina, vanila, antioxidantes como o thymoquinone e thymohydroquinone.
Propriedades medicinais : Analgésica, carminativa, depurativa, galactagoga, anti-histamínico, anti-oxidante, anti-infecciosas e bronco-dilatadora.
Efeitos colaterais : Quando ministrada em altas doses, pode ser letal.
 

terça-feira, 6 de outubro de 2015

FAÇA O DELICIOSO MEL DE GENGIBRE E TENHA UM FORTE IMPULSO NA SUA IMUNIDADE

 
mel-de-gengibre

Gripes e resfriados são problemas de saúde comuns não só no inverno. Na temporada do calor, muita gente fica gripada, por causa de choques térmicos. Por exemplo: lá fora está bem quente e a pessoa entra num shopping, banco ou loja onde o ar-condicionado está gelando a mil.
Qual o resultado disso? Se ela não estiver com a imunidade muito robusta, a possibilidade de ficar gripada ou resfriada é bastante alta.
 
Por isso, nós trouxemos uma receita para que você possa fortalecer a imunidade de toda a família. Estamos falando do mel de gengibre, que, além de combater gripes e resfriados, acaba com dores na garganta e tem um sabor delicioso.
Não é de se surpreender, já que o gengibre é um poderoso antioxidante, podendo curar artrite, náuseas na gravidez, qualquer tipo de enjoo e até protege contra o câncer colorretal.
Já o mel, contém propriedades antibacterianas, podendo tratar a garganta dolorida ou irritada. Além disso, ele também é composto por antioxidantes que ajudam a atrasar o envelhecimento e a prevenir doenças degenerativas, como Alzheimer. Se você, por exemplo, está com tosse, consuma uma colher de mel 30 minutos antes de dormir.
 
Ele não só vai eliminar a tosse, como também estimular a serotonina, que é convertida em melatonina e contribui para um bom sono. Quer mais? O mel é um grande aliado em alergias leves e também cria anticorpos para nosso corpo tolerar o pólen – já que contém partículas de pólen. Como é que se prepara o mel de gengibre? É fácil, fácil.
 
INGREDIENTES
 
Um pedaço de 4cm de gengibre fresco
2 xícaras de mel
Recipiente de vidro esterilizado com tampa
Termômetro culinário

MODO DE PREPARO
 
Coloque o mel para aquecer em banho-maria.
Em seguida, descasque e corte ou rale o gengibre em fatias bem finas e adicione ao mel.
Com o termômetro, monitore o aquecimento do mel, para que ele atinja a temperatura de 85 graus Celsius e, depois, mantenha-o no fogo baixo por dez minutos.
Retire do fogo e deixe descansar por mais 10 minutos.
Feito isso, coloque o mel e o gengibre num recipiente esterilizado.
Você pode usar tanto a parte líquida como a sólida (as fatias bem finas de gengibre).
Quando sentir que vai gripar ou já durante a doença, vá mastigando ao longo do dia este gengibre envolto em mel.
O mel vai cristalizar e ficará uma delícia.
Ele também é ótimo para aliviar irritações na garganta.
 

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

O bieiteiro, ou sabugueiro (reblogado)

 
 
 
 
Hoje imos falar duma flor ventureira que me encanta. Tem um significado especial para mim e, sempre que a vejo, tenho uma alegria, como se duma velha amiga se tratar.

 O Sambucus nigra, conhecido como bieiteiro ou também sabugueiro.
 

 
Aspecto.– Arbusto caducifólio, muito ramoso o que faz com  que tenha uma taça muito densa e arredondada, pode chegar aos 5 metros.  Os galhos quando são jovens são verdes, têm uma grande quantidade de medula esbranquiçada. As folhas são de cor verdosa e algo peludas,  têm a margem serrada.
 
Flores.- As flores são muito chamativas de uma cor branca intensa ou creme, são pequenas 4-5 milímetros de diâmetro mas colocadas em um grande número de inflorescências terminais com todas as flores à mesma altura (cimos corimbiformes), são muito olorosas. Floresce na primavera.
 
 
Fruto. – Globoso, carnudo, com uma cor preto intenso, tem de 3-5 sementes no seu interior. Os frutos amadurecem no final do verão.
 
 
Habitat e aplicações. – Quer solos frescos, sendo abundante ao lado de rios ou em ribeiras. Cultiva-se como ornamental polas suas lindas e aromáticas flores. Os frutos utilizam-se para fazer sobremesas. As flores secas  introduzem-se entre a roupa de cama para evitar ataques de insetos. Os frutos quando são verdes são tóxicos e quando estão maduros são comestíveis mas devem-se retirar as sementes que são tóxicas. Suas flores em cozimento são diuréticas. Para combater o monquilho dos cachorros (esgana) põe-se-lhes um colar de contas de bieiteiro, as contas devem ser 9 ou 11 para que surta efeito (este remédio é muito amplamente utilizado).
 
“O homem  utiliza as propriedades do bieiteiro desde a idade da pedra, e ainda hoje é uma planta muito frequente nas proximidades de zonas habitadas. Tanto as suas flores como os seus frutos são comestíveis e medicinais.

O bieiteiro como alimento


Os frutos e as flores de bieiteiro são comestíveis. Os primeiros podem-se preparar em sucos, marmeladas, geléias, molhos, sopas, etc. Devem de consumir-se sempre maduros, pois quando verdes são tóxicos. Também as sementes, ainda bem maduras, são indigestas, por isso convém não abusar do fruto em cru. Ao cozinhá-lo  torna-se inócuo.
 
 
Na obra de Manuel Durruti “Frutos silvestres comestíveis e venenosos” Ed. Everest amostra-se-nos a seguinte receita de sopa de bieiteiro.
 
Ingredientes: 800 gr. de frutos de bieiteiro, açúcar, 3 maçãs e farinha.
As bagas de bieiteiro cozem-se na menor água possível. Uma vez cozidas engrade-se água até obter o sabor desejado. Filtra-se, se engrade-se-lhe açúcar e ferve-se em fogo brando removendo.  Botam-se-lhe as maçãs em cubinhos. Deixa-se uns minutos até que a maçã esteja cozida. Retira-se do lume e bota-se-lhe a farinha, mexendo, até se obter a consistência desejada.
 
As flores de bieiteiro podem-se empanar. Na obra “Plantas medicinais, bagas e verduras silvestres de Grau/Jung/Münker ed. Blume temos a seguinte receita:
 
” Prepara-se uma massa de sonhos com farinha, ovos, manteiga quente, água, um pouco de mel e um beliscão de sal, fazendo com que não resulte muito espessa. Nela mergulham-se as inflorescências de bieiteiro colhendo-as pola caule, que não se terá cortado. A seguir fritam-se em azeite até que estejam douradas e servem-se quentes, acompanhadas de compota. Para a massa, tomam-se 3 ovos para 125 gr. de farinha. Os gourmets acrescentam à massa 2 ou 3 colheradas sopeiras de vinho.”

O bieiteiro como bebida

Com as bagas de bieiteiro podem-se preparar sucos simplesmente prensando os frutos com um pano limpo. Também se podem preparar licores. Manuel Durriti ensina-nos como fazer licor de bieiteiro.

Ingredientes: 1,5 Kg. de bagas de bieiteiro, ¾ de litro de canha ou conhaque ou outro licor, 750gr de açúcar, 4 cravos de especiaria, 1 pauzinho de canela.
Põem-se as bagas em uma garrafa de pescoço largo e cobrem-se com a canha, tampa-se e deixa-se repousar 6 semanas. Côa-se e prensam-se os frutos para obter todo o suco, ao qual se lhe engrade, numa panela, o açúcar, os cravos e a canela. Ferve-se em fogo brando durante 15 minutos. Enchem-se as garrafas e deixa-se repousar umas semanas antes de tomá-lo.
As flores de bieiteiro também se têm empregado para fazer licores e aromatizar vinhos.
 
 


O bieiteiro como medicinal
 
O bieiteiro é um dos melhores sudoríficos (estimula a transpiração) e depurativos (purifica o sangue contribuindo para eliminar os resíduos). Além disso também apresenta propriedades diuréticas (colabora no processo de depuração do sangue ao eliminar as toxinas) e anti-inflamatórias (reduz as inflamações).
Emprega-se habitualmente em forma de chá para tratar resfriados, gripes, esfriamentos, catarros e também se pode tomar como medida preventiva destas afeções.
Em forma de compressa emprega-se para tratar afeções da pele, como eczemas e outras dermatoses também há autores que a recomendam para aliviar as hemorroidas e para as queimaduras leves. Para a conjuntivites, além de empregar compressas também podemos realizar lavados de olhos com o chá das flores. Por último, há quem recomenda os cigarros feitos com folhas secas de bieiteiro para deixar de fumar.
 
 
As partes de utilidade medicinal do bieiteiro são as flores, os frutos, as folhas, e o segundo córtex, mesmo que na atualidade se acostumam empregar só as flores.
O chá de flores prepara-se com duas colherzinhas arrasadas de flores frescas ou secas em ¼ litro de água fervendo. Deixa-se repousar uns minutos e toma-se três vezes por dia.
O chá das folhas tem propriedades parecidas, mas seu cheiro não é muito agradável. Prepara-se de forma similar, com duas colherzinhas arrasadas de folhas.
As flores recolhem-se de maio a julho, estendem-se em um lugar abrigado para que se desprendam das caules e deixam-se secar. As folhas recolhem-se de jovens e secam-se ao ar.

Cultivo do bieiteiro


O bieiteiro cultivou-se em jardins durante muito tempo. Mesmo que o cheiro de suas folhas não é agradável, entre finais de primavera e princípios de verão cobre-se de bonitas flores brancas. Em um jardim natural oferece refúgio e alimento a muitas aves.
O bieiteiro é um arbusto ou árvore perene de até 10 m. De altura se se lhe deixa. Prefere zonas ensolaradas ou parcialmente sombreadas, solos frescos e com certa umidade.

 Outros usos e curiosidades
 
Como dissemos, o homem valeu-se do bieiteiro desde a idade da pedra, como alimento, medicina, em ritos religiosos e mágicos, como planta de jardim, para fabricar assobios valendo-se da sua madeira oca, etc.
As folhas queimadas empregaram-se como inseticida e o chá das folhas empregou-se como repulsivo de mosquitos e, borrifada sobre as plantas, para protegê-las de pulgões e eirugas.
A madeira de bieiteiro é frágil e leve, não é um bom combustível.

 Descrição e características


O bieiteiro é um arbusto ou árvore entre 2 e 10 metros de alto. Suas folhas são dentadas e desprendem um cheiro pouco agradável. As flores dispõem-se em falsa umbela com 5 pétalas, 5 sépalas e 5 estames com anteras amarelas. As bagas são verdes primeiro e pretas quando amadurecem. O talo é oco e frágil, com uma medula branca.”
Pois, até aqui, o que dizem os peritos sobre este arbusto de alto porte que é o bieiteiro.
Eu podo vos dizer que é uma planta que adoro. Na casa de minha mãe, houve um bieiteiro muito tempo que dava sombra no verão para nos sentar em baixo a parolar, mas, como por este tempo, deixava cair suas bagas avinhadas, minha mãe decidiu que era mui porco e que lixava muito e cortou-mo. Cada vez que vou à sua casa, ainda o lembro. Agora tenho um na beira do “meu rio” e vários que vejo desde a janela. Pelo São João, na minha vila, é tradição espetar gavinhas de bieiteiro nos buracos das paredes, para proteger as casas dos maus olhos.
Também era muito utilizado pelos rapazes do meu tempo, que não tínhamos muitos brinquedos, para fazermos zarabatanas vaziando o miolo das gavinhas pequenas e metendo na ponta os frutos verdes, soprávamos com força e assim dávamos-lhe num olho ou onde quadrasse aos que passavam por diante.
 
 
Hans Christian Andersen, do que já falamos aqui há tempo, escreveu um conto sobre o bieiteiro do que gosto muito.
Intitula-se “Mãe bieiteiro”, ainda que por causa da ditadura tenha aparecido pela primeira vez em espanhol como “Madre Saúco”.

É uma preciosa história que fala das lembranças…



 
Oscar Klever é o ilustrador.
 
Fonte

Sabugueiro: flores e frutos.

                                                            Sambucus nigra
 
 
O sabugueiro (Sambucus nigra L., Caprifoliaceae) é uma planta medicinal descrita em farmacopeias estrangeiras, não constando da Farmacopeia Brasileira. A espécie é de origem europeia e suas flores são comercializadas in natura sob o nome farmacopeico Sambuci flos, para uso na forma de infusão ou decocção, como diuréticas, antipiréticas, anti-inflamatórias, laxativo leve e no tratamento de doenças do aparelho respiratório. in Scielo
 
Sabugueiro na História e na Fitoterapia
 
O sabugueiro é desde a antiguidade definido como o guardião da são Saúde. Ao que me é dado a conhecer, o primeiro registo do uso desta planta no meio medicinal aparece nos escritos de Hipócrates, já lá vão 2500 anos.
 
Ao percorrermos os meios rurais é muito natural para as gentes simples considerarem o sabugueiro como uma autêntica “botica viva”. Isto deve-se ao facto de quase todas as partes desta árvore/arbusto serem indicadas para múltiplos usos. Um pouco por todo o lado esta arvore/arbusto é extremamente querida e considerada, quer por características medicinais ou mesmo lendárias.
 
As diversas partes utilizadas são: as flores; as folhas; os frutos maduros; a segunda casca seca, excluindo-se a raiz; o miolo.
 
O sabugueiro é hoje em dia uma espécie de grande importância para a indústria, nomeadamente para a indústria farmacêutica, agroalimentar, têxtil e cosmética. De seguida, para além das aplicações industriais, apresentam-se igualmente outras aplicações, de âmbito caseiro. O sumo das bagas de sabugueiro é explorado industrialmente em vários países europeus como a Alemanha, a França e a Dinamarca. Grande parte da nossa produção portuguesa é anualmente exportada para esses países onde segue esta e outras transformações.
 
São muitas e diversas as aplicações e são tão valiosas as propriedades desta planta, que certamente mais estudos, no sentido de melhor a conhecer e aperfeiçoar o seu cultivo, são de extrema importância.
 
 

Benefícios do Sabugueiro

Existe um sem número de benefícios o que levou povos como os Chineses e muitas outras culturas a usarem-no como remédio herbal na Europa ocidental, Norte de África e América do Norte. Esses benefícios incluem:
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