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sábado, 29 de junho de 2013

5 fatos surpreendentes na cura pelo Mel

5 Amazing Healing Honey Facts
O Mel, ao contrário de quase tudo que consumimos em nossa dieta, foi destinado exclusivamente a ser uma forma de alimento - embora, para as abelhas. Só o leite, a meu conhecimento, partilha este imperativo biológico singular. Mas o mel é muito mais do que uma fonte de doçura e energia rápida dentro da dieta humana.
 
Ele tem aplicações medicinais profundas, alguns dos quais são os seguintes:
 
 • alimenta as bactérias boas: é um fato pouco conhecido que as abelhas têm uma população diversificada de bactérias lácticas benéficas (LAB), em sua colheita de mel, a protuberância entre o esôfago e a moela da abelha. Na verdade, de acordo com pesquisa recentemente publicada na revista PLoS, "estudos de laboratório em todas as espécies de abelhas existentes além de abelhas APID relacionados revelar uma das maiores coleções de novas espécies de géneros Lactobacillus e Bifidobacterium já descoberto dentro de um único inseto sugere um longo ( > 80 mya) na história da associação ". [i]
 
Na verdade, o mel cru alimenta as boas bactérias. Tem sido demonstrado experimentalmente em ensaios in vitro (placa de petri). O número de Lactobacillus acidophilus e Lactobacillus plantarum aumentam 10-100 vezes quando comparada com a sacarose. [ii]
 
• Combate as bactérias "ruins", ou seja, por MRSA: Relatórios de mel erradicar a infeção por MRSA foram relatados na literatura médica há mais de uma década [iii] MRSA, um acrônimo para Staphylococcus aureus resistente à meticilina, produz um biofilme que é especialmente resistente a agentes antimicrobianos convencionais.
 
O mel tem demonstrado ser eficaz em matar os biofilmes de MRSA  associados em pacientes que sofrem de crónicas rhinosinusitus [iv]. Isto também foi demonstrado na investigação humana, com uma taxa de 70% eficaz na destruição de MRSA em úlceras venosas crónicas. [v]
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Além disso, o tipo de Mel da planta Manuka também atua em sinergia com os antibióticos convencionais fazendo com que os MRSA  bacterianos isolados sejam mais suscetíveis à sua ação antibacteriana. [vi]
 
• Mata a placa dental bacteriana: Manuka mel, um mel especial produzido pelas flores da planta Manuka que cresce na Nova Zelândia e na Austrália, foi mostrado, pelo menos tão eficaz como o gluconato de clorexidina química, frequentemente utilizado em bochechos, na redução de placa formação como um anti-séptico bucal. [vii]
 
• É superior ao uso de fármacos para matar Herpes: Um estudo de 2004 publicado no Medical Science Monitor, mostrou que o mel tópico era muito superior à droga aciclovir (nome comercial Zovirax) no tratamento de ambos labial (lábio) e lesão de herpes genital. De acordo com o estudo incrível "para o herpes labial, a duração média de ataques e dor, a ocorrência de crostas, e tempo médio de cura com o tratamento de mel foram 35%, 39%, 28% e 43%, respectivamente, melhor do que com o tratamento com aciclovir. Para o herpes genital, a duração média de ataques e dor, a ocorrência de crostas, e tempo médio de cura com o tratamento de mel foram 53%, 50%, 49% e 59% melhor, respectivamente, do que com o aciclovir. Dois casos de herpes labial e um caso de herpes genital com remissão total com o uso do mel. As lesões com crostas em 3 pacientes com herpes labial e em 4 pacientes com herpes genital. Tratamento com aciclovir, nenhum dos ataques teve remissão, e todas as lesões, labiais e genitais, desenvolveram crosta. Sem efeitos colaterais foram observados os tratamentos, com aplicações repetidas de mel, enquanto três pacientes desenvolveram prurido local com aciclovir. "[viii]
 
• Efeito protetor contra os danos gástricos: O Mel tem sido usado para curar os efeitos álcool, da indometacina (AINE um analgésico) e lesões induzidas por aspirina [ix]
 
Esta é apenas uma amostra da pesquisa indicando o valor medicinal profundo do mel. Se você gostaria de ver toda a gama de benefícios na saúde devido ao mel, dê uma olhada na nossa página dedicada ao tema que agora inclui a pesquisa de mais de 60 doenças e/ou sintomas que podem beneficiar de seu uso. Fique bem! (Bee Well!)

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 [I] Alejandra Vásquez, Eva Forsgren, Ingemar Fries, Robert J Paxton, Emilie Flaberg, Laszlo Szekely, Tobias C Simbiontes Olofsson como principais moduladores de saúde inseto: bactérias lácticas e abelhas. PLoS One. 2012, 7 (3): e33188. Epub 2012 12 março. PMID: 22427985
 [Ii] TR Shamala, Y Sri Jyothi, P Saibaba efeito estimulador de mel sobre a multiplicação de bactérias de ácido láctico sob in vitro e as condições in vivo. Lett Appl Microbiol. Junho 2000, 30 (6) :453-5. PMID: 10849275
 [Iii] S Natarajan, D Williamson, J Grey, KG Harding, RA Cooper Cura de um colonizados por MRSA, hidroxiureia induzida úlcera de perna com mel. J Dermatolog Treat. 2001 Mar, 12 (1) :33-6. PMID: 12171686
 [Iv] Talal Alandejani, Joseph Marsan, Wendy Ferris, Robert Slinger, Frank Chan Eficácia de mel em Staphylococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa biofilmes. Otolaryngol Surg principal do pescoço. 2009 Jul; 141 (1) :114-8. Epub 2009 Mar 9. PMID: 19559969
 [v] G Gethin, S Cowman alterações bacteriológicas em úlceras venosas com crosta tratados com mel ou hidrogel: um ECR. J Wound Care. 2008 Jun; 17 (6) :241-4, 246-7. PMID: 18666717
 [vi] Rowena E Jenkins, Rose Cooper Sinergia entre oxacilina e Manuka Honey sensibiliza Staphylococcus aureus meticilina-resistente à oxacilina. J Antimicrob Chemother. 01 março 2012. Epub 2012 1 de março. PMID: 22382468
 [vii] Prathibha A Nayak, Ullal A Nayak, R Mythili Efeito do mel Manuka, gluconato de clorexidina e xilitol nos níveis clínicos de placa dental. Contemp Clin Dent. 2010 Out; 1 (4) :214-7. PMID: 22114423
 Aplicação tópica de mel [viii] Noori S Al-Waili vs aciclovir para o tratamento da herpes simplex recorrentes lesões. Med Sci Monit. 2004 Ago, 10 (8): MT94-8. Epub 2004 23 de julho. PMID: 15278008
 [ix] Kamel Gharzouli, Smain Amira, Akila Gharzouli, seddik Khennouf efeitos gastroprotectores de mel e de glicose-frutose, maltose, sacarose--mistura de etanol-contra, indometacina, aspirina e acidificadas lesões induzidas no rato. Exp Toxicol Pathol. 2002 novembro; 54 (3) :217-21. PMID: 12484559
 
Escrito por: Sayer Ji
 
Sayer Ji

Sayer Ji é um autor, pesquisador, palestrante e membro do conselho consultivo da Federação Nacional de Saúde.
Fundou Greenmedinfo.com em 2008, a fim de fornecer ao mundo um acesso aberto, de recursos baseada em evidências apoiando modalidades naturais e integrativa. Ele é reconhecido internacionalmente como o maior e mais amplamente referenciados recursos de saúde de sua espécie.

Este artigo não pretende fornecer aconselhamento médico, diagnóstico ou tratamento. Opiniões aqui expressas não refletem necessariamente as do GreenMedInfo ou sua equipe.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Aipo

Se alguma vez já mastigou uma salada ou comeu uma sopa, é muito provável que já tenha provado o suave sabor do aipo. A planta original, o aipo selvagem que cresce no sul da Europa, transmitia um sabor amargo e desagradável até que alguns agricultores italianos no século dezassete desenvolveram o que hoje conhecemos como aipo, e uma variedade chamada aipo vermelho, a qual possui uma raiz comestível. Os talos do aipo apresentam boas propriedades medicinais, mas as sementes são ainda melhores.

Usos Terapêuticos do aipo

- tensão arterial elevada, retenção de líquidos.
- ansiedade, artrite, cistite, gota, doenças no coraçã0, colesterol elevado, insónias, stress, infeções no trato urinário.
 
Usos tradicionais: depressão, diabetes, epilepsia, cálculos biliares, gases, indigestão, falta de apetite, problemas no fígado, pedra nos rins, irregularidades menstruais.

Propriedades Medicinais e benefícios do aipo

Este modesto vegetal é uma verdadeira fábrica de energia fitoquímica. A apigenina, nas sementes do aipo, relaxa os vasos sanguíneos, facultando o seu alargamento e consequentemente um fluxo de sangue mais livre. Este é apenas um entre os mais de uma dúzia de químicos presentes nas sementes do aipo que ajudam o sistema cardiovascular.
Alguns são diuréticos naturais que encorajam gentilmente o seu corpo a expelir o excesso de líquidos, o qual contribui para uma pressão sanguínea elevada e para uma insuficiência cardíaca congestiva (assim bem como para a retenção de líquidos mensal associada à pré-menstruação).
Outros químicos atuam como bloqueadores naturais dos canais de cálcio e estabilizadores do ritmo cardíaco, tornando-os valiosos contra um bater cardíaco irregular ou dores de peito resultante da angina. Ainda, outros fitoquímicos, incluindo um composto chamado de 3-n-butil-ftalida, ajudam a reduzir o colesterol e contribuem para um bom equilíbrio do açúcar no sangue.
 
Extratos das sementes de aipo proporcionam cerca de 25 substâncias anti-inflamatórias, as quais podem ajudar as pessoas com artrite. Compostos adicionais abrandam os espasmos e combatem uma variedade de bactérias (em particular no trato urinário). As ftalidas presentes no óleo das sementes de aipo, têm um ligeiro efeito sedativo. E o sumo das sementes de aipo encoraja a produção de bílis, a qual melhora a digestão.

Equivalentes Sintéticos

A resposta convencional da medicina para a prevenção da gota é o alopurinol, um medicamento conhecido por causar reações dermatológicas, diarreia, tonturas e náuseas. Os médicos convencionais gostam de prescrever diuréticos para a tensão arterial elevada e retenção de líquidos, mas estes têm muitos efeitos secundários possíveis: podem esgotar os minerais vestigiais e outros nutrientes essenciais no corpo, elevar os níveis de açúcar e lípidos no sangue, elevar os níveis do ácido úrico, o causador da gota, e perturbar o ritmo natural do coração. Na Grã-Bretanha, as sementes de aipo
são um ingrediente presente em mais de 50 produtos anti-inflamatórios.

Opções de Dosagem

 
Duas cápsulas de 500 mg de extrato padronizado uma ou duas vezes ao dia antes das refeições, 1 a 2 colheres de chá de sementes inteiras (ou 1/2 de uma colher de chá de sementes esmigalhadas) numa chávena de água quente diariamente, ou 1/2 a 1 colher de chá de tintura de sementes de aipo até três vezes ao dia. Pode também trincar quantos talos de aipo lhe apetecer.

Precauções e contra indicações

A grande maioria das pessoas não sofrerá quaisquer efeitos secundários. Apenas algumas pessoas hipersensíveis podem experimentar uma reação alérgica instantânea. Outras podem tornar-se mais sensíveis à luz do sol. Os investigadores documentaram um caso em que uma mulher sofreu de uma reação fito tóxica grave após ter consumido aipo vermelho e em seguida se ter sentado a apanhar sol.
Os óleos presentes na planta podem também exacerbar inflamações nos rins, mas estes casos são raros. Experiências conduzidas em laboratório sugerem que o óleo do aipo pode provocar contrações uterinas. As mulheres grávidas devem evitar. Por último, verificaram-se casos de pessoas que sofreram uma alergia chamada síndrome bétula-aipo. Se for sensível ao pólen da bétula ou da artemísia, pode também ter uma reação imediata ao aipo.
 
Dicas verdes:
 
Benefícios para a Saúde 
 
O Aipo é rico em Vitamina C
 
O aipo é uma excelente fonte de vitamina C, uma vitamina que ajuda a suportar o sistema imunitário. Os alimentos ricos em Vitamina C como aipo podem ajudar a reduzir sintomas de resfriado ou a gravidade dos sintomas de resfriado. A vitamina C também previne os danos dos radicais livres e por isso é também associado com a redução da gravidade de condições inflamatórias, como a asma, osteoartrite e artrite reumatoide.
Como os radicais livres oxidam o colesterol e podem levar à rutura de placas que podem causar ataques cardíacos ou acidentes vasculares cerebrais, a vitamina C é benéfica para a promoção da saúde cardiovascular.
Devido ao grande número de benefícios da vitamina C para a saúde, não é surpreendente que a pesquisa mostrou que o consumo de vegetais e frutas de elevado grau desse nutriente está associada a uma redução do risco de morte por todas as causas, incluindo doenças cardíacas, derrames e cancro.
 
O Aipo e a Tensão Arterial
 
O Aipo é uma excelente fonte de minerais como potássio, sódio, cálcio, manganês e magnésio. Potássio é um importante componente das células e fluidos do corpo que ajuda a controlar a taxa cardíaca e pressão arterial.
Aipo contém compostos ativos chamado ftalidas, o que pode ajudar a relaxar os músculos ao redor das artérias. Com mais espaço dentro das artérias, o sangue pode fluir com uma menor pressão. Os ftalidas também reduzem as hormonas de stress, um de cujos efeitos é fazer com que os vasos sanguíneos se contraiam. 
 
O Aipo Ajuda a Baixar o Colesterol
 
Denotou-se que em oito semanas, soluções aquosas de aipo (como sumo de aipo), dadas a animais reduziram significativamente os seus níveis de colesterol totais, aumentando a secreção de ácidos biliares.
 
O Aipo é fonte de vitamina A
 
A Vitamina A e o betacaroteno são antioxidantes flavonoides naturais. A Vitamina A é também necessária para a manutenção saudável das membranas mucosas e da pele e é também essencial para a visão.
 
O Aipo tem ação diurética
 
As suas sementes, caule e raiz têm propriedades diuréticas (remove o excesso de água do corpo através da urina) e propriedades estimulantes e tônicas.
As sementes de ancestrais selvagens do aipo, que se originou em torno do Mediterrâneo, foram amplamente utilizadas como um diurético. O aipo, que é rico em potássio e sódio, os minerais mais importantes para a regulação do equilíbrio hídrico, estimula a produção de urina, contribuindo assim para livrar o corpo do excesso de fluido.
 
O Aipo protege contra radicais livres
 
O Aipo contém compostos chamados cumarinas que ajudam a prevenir que os radicais livres danifiquem as células, diminuindo assim as mutações que aumentam o potencial de se tornarem células cancerosas. 
As Cumarinas também aumentam a atividade de determinadas células brancas do sangue, as defesas imunológicas que eliminam as células-alvo e potencialmente prejudiciais, incluindo as células cancerígenas. Além disso, os compostos de aipo chamados acetilénicos demonstraram ajudar a impedir o crescimento de células tumorais.
Igualmente, suas folhas são ricas fontes de antioxidantes tais como flavonoides zeaxantina, luteína e betacaroteno, que tem funções antioxidante de proteção do câncer.
 
Fontes:
 
 

Segurelha ou Satureja


 
 
A Segurelha (Satureja hortensis L.) também designada pelos nomes comuns de Segurelha-anual e Segurelha-das-hortas, entre outros (em inglês: Summer savory ) é uma planta que se distribui pelo Sul e Leste da Europa e Ásia Ocidental (Turquia). É uma planta utilizada como aromatizante culinário, sendo mesmo cultivada para tal fim. Em Portugal pode ser encontrada em estado silvestre.
Classificação: Divisão: Magnoliophyta; Classe: Magnoliopsida; Ordem: Lamiales; Família: Lamiaceae; Género: Satureja; Espécie: Satureja hortensis.
 
 
 
 
 
Indicações Medicinais:
 
Como planta medicinal, a Segurelha funciona como agente antisséptico, digestivo e expectorante. Pode ser utilizada nos casos de cólica, bronquite, diarreia e amigdalite. Um dos usos mais comuns da segurelha é no tratamento de problemas de gases(flatulência). Também é utilizada para aliviar picadas de vespas e abelhas, triturando-se um ramo e esfregando-o no local afetado. As folhas são utilizadas como condimento desde a Antiguidade, para grelhados, molhos e legumes.
 
A erva é também usada como antisséptico, adstringente, contendo um elevado teor de carvacrol. É empregada para suprir a falta de suco gástrico, contra parasitas intestinais, gota, reumatismo, doenças dos brônquios e outras. É também um bom desinfetante bucal. Externamente é usada em banhos, contra afeções cutâneas.
 
Fonte: wikipédia
 
 

domingo, 2 de junho de 2013

Manjerona

Manjerona – Origanum majorana L.

                                
 
 
A manjerona é uma erva aromática não só utilizada como tempero em diversas receitas culinárias, como também é uma planta medicinal com grande potencial terapêutico.
 
Indicações
 
Fitoterápico: Para tratar reumatismo e artrites, tomar chá e colocar óleo morno com a erva macerada nos lugares mais doloridos. Resfriados e dores de garganta melhoram com chá e gargarejo várias vezes ao dia. Seu poder calmante, ajuda nos casos de insónia, nervosismo, histeria e ansiedade. Seu chá é valioso estimulante do apetite, é digestivo, eliminando cólicas e arrotos nos males estomacais,  tosses e bronquites catarrais. É também indicada externamente para curar feridas, contusões e tumores.
 
Fito cosmético: É utilizada como tónico capilar. Um banho de ervas calmante e cheiroso é feito com manjerona, hortelã e alecrim, aliviando as tensões do dia a dia.

Preparo e doses
 
Uso interno: para adultos, prepara-se o chá por infusão, utilizando-se 2 colheres de sopa de folhas e/ou talos de manjerona picados para 1 litro de água fervente. Tomar 3 xícaras do chá, sem adoçantes, diariamente, por no máximo 10 dias.
 
Uso externo: para compressas e cataplasmas, usa-se 6 colheres de sopas da erva verde macerada.

Curiosidades
É uma planta mágica muitas vezes usada para fortalecer o amor e proteger a casa. É o presente ideal para pessoas tristes e deprimidas, porque atraem pensamentos alegres e felizes.
Na mitologia grega, a manjerona era uma das ervas preferidas de Afrodite, a deusa do amor, e até hoje é associada à felicidade conjugal.
 
Por Simone Moro – simoneprisma@gmail.com -  produzido para o Jornal Noticiero
 

Alcaçuz


Nome popular
ALCAÇUZ
Nome científicoGlycyrrhiza glabra L.
Fotos ampliadas 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6
FamíliaLeguminosas
Parte usadaRaiz
Propriedades terapêuticas
Antitussígeno, anti úlcera, laxante, anti-histamínico, regulador hormonal, expectorante, laxante
Princípios ativos
Glicósidos do grupo das flavonas, saponinas, óleo essencial, taninos, enzimas, glycirrizinina 5 a 10%, goma, sucrose, fito esteróis, polissacarídeos, cumarinas
Indicações terapêuticas
Conjuntivite, fígado, supra-renais, desequilíbrios hormonais, úlceras pépticas, baço, rins, hepatite, toxinas, difteria, tétano, garganta
Informações complementares

Nomes em outros idiomas

  • Espanhol: Regaliz
  • Alemão: Süssholz
  • Inglês: Licorice

Origem

Europa meridional e Oriente. O uso medicinal do alcaçuz é datado dos povos antigos do Egito, relatado em seus papiros.

Uso medicinal

A complicada composição química do alcaçuz dá a ele um largo espectro de propriedades. Centenas de estudos já comprovaram sua ação no tratamento de doenças do fígado, supra-renais, desequilíbrios hormonais e úlceras pépticas.
Na China, onde é uma das ervas mais utilizadas, é indicado para o baço, rins e proteger o fígado de doenças. No Japão um preparado de alcaçuz é utilizado para tratar a hepatite. Estudos mostram que o uso do alcaçuz ajuda o fígado a combater as toxinas produzidas pela difteria, tétano, cocaína e estriquinina e também aumenta o stock de glicogénio.
 
Uma outra ação é de estimular as supra-renais. Muitos estudos comparam sua ação com a hidrocortisona, mas sem seus efeitos colaterais. Como a cortisona, diminui as inflamações e alivia sintomas de artrite e alergias, daí seu efeito anti-histamínico. A raiz possui glicirrizina (cinquenta vezes mais doce que a sacarose), que favorece a formação de hormônio como a hidrocortisona. Mulheres com ciclos menstruais irregulares tratadas com alcaçuz normalizam seus ciclos, pelo equilíbrio hormonal que o tratamento promove.
O alcaçuz também é utilizado para tratamento de úlceras. Seu uso cobre o estômago como um gel protetor, além de diminuir a acidez estomacal e reduzir os espasmos intestinais. O alcaçuz também combate irritações na garganta e congestão nos pulmões, sendo um expectorante. Estudos na Índia comprovaram o uso do alcaçuz para combater conjuntivites.
O alcaçuz é ligeiramente laxante. O suco evaporado, purificado e engrossado é abundantemente utilizado em farmacologia como coadjuvante aromático e elástico para pastilhas.   Dosagem indicada

Mau-hálito, tosse
Vinho medicinal: colocar em infusão, por 10 dias em um litro de bom vinho branco, 120 g de raízes de alcaçuz esmagadas, 60 g de sementes de anis e 60g de sementes de funcho. Filtrar o vinho e tomar 6 colheres ao dia. Este vinho serve também para fazer bochechos, especialmente quando o mau-hálito é persistente. Também é eficaz contra tosse nesta dose
Inflamações das gengivas e boca:
Decocção 1: ferver por 3 minutos 300g de alcaçuz em 1 litro e meio de água e, após meia hora, filtrar o líquido morno e empregá-lo em bochechos e gargarejos frequentes.
Decocção 2: ferver por 10 minutos em 1 litro de água, 20g de raízes e ramos de alcaçuz, 40g de eucalipto, 10g de segurelha. Deixe o líquido repousar por meia hora e depois filtrá-lo, empregando-o para bochechos e gargarejos frequentes.
Depurativo, eczema:
Decocção: cozinhar lentamente por uma hora em 3litros de água, 15g de raízes de alcaçuz, 20g de raízes de genciana, 20 g de raízes de salsaparrilha, 50g de raízes de bardana, 50g de raízes de gramínea, 150g de raízes de dente-de-leão. Quando o líquido estiver frio, filtrá-lo e tomar uma xícara pela manhã em jejum, outra no meio da tarde e outra à noite, antes de deitar-se.
Prisão de ventre
Infusão: misturar 50g de raízes de alcaçuz em pó, 50g de folhas de sene em pó, 30g de folhas de funcho em pó, 20g de folhas de zolfo em pó. Verter uma colherinha desta mistura em um pouco de água morna, deixar repousar por alguns minutos, remisturar e beber. Ingerida à noite ao deitar.
Úlcera do duodeno:
Decocção: verter em um litro de água 100g de alcaçuz e 100g de hipérico. Ferver tudo por 5 minutos, deixar repousar meia hora e filtrar. Tomar 1 xícara pela manhã em jejum e uma xícara após as refeições principais.
Acalmar tosse e acessos de bronquite:
Balas de alcaçuz: dissolver 500g de alcaçuz em meio litro de água, adicionar 250g de goma arábica, 150g de açúcar e levar ao fogo. Deixe cozinhar até a mistura adquirir a consistência de massa ou pasta, espalhando-a então sobre uma superfície de mármore previamente untada. Depois de fria corta-se a massa com uma tesoura, em pequenos pedaços.
  Contra-indicações
O emprego de altas doses de alcaçuz pode reter sódio e eliminar potássio, retendo líquidos, causando aumento de pressão sanguínea e dores de cabeça. Portanto usa-se com cuidado em hipertensos. Extratos concentrados em laxantes podem agravar perda de potássio quando o uso é diário e prolongado. Evitar uso em grávidas, hipertensos e doentes renais.
  Uso culinário
É um flavorizante de doces, licores, sorvetes, gomas por ser a gilicirrizina 50 vezes mais doce que a sacarose, além de enriquecer o sabor do cacau. Aumenta também a quantidade de espuma nas cervejas.

Fonte: http://ci-67.ciagri.usp.br/pm/ver_1pl.asp?f_cod=2


Dicas verdes:

James A. Duke, Ph.D, in A Farmácia verde, diz que o alcaçuz é muito bom para curar gota e reumatismo, tendo ele próprio usado para a sua saúde.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Graviola ou Anona


 



A Graviola (Annona muricata) é uma planta medicinal também conhecida como Guanábano, Guanavana, Guanaba, Fruta-do-Conde, Corossol épineux, Huanaba, Jaca-do-Pará, Jaca-de-Pobre, Papaia-Brasileiro, Pinha dentre outros inúmeros nomes populares. Inclui os sinônimos botânicos Annona Macrocarpa, A. Muricatus e A. Guanabanus. Pertence à família das Annonaceae.
 
                                      
Usos Tradicionais: abcesso, artrite, asma, câncer, catarro, cólica intestinal, convulsões, diabetes, diarreia, disenteria, depressão, dor, edema, escorbuto, espasmos, febre, gripe, hipertensão arterial, nervosismo, neuralgia, parasitas, piolhos, reumatismo, tosse, vermes.
 
Propriedades Medicinais: adstringente, antibacteriano, anticancerígena, antiespasmódica, anti-inflamatória, antiparasitária, antitumoral, sedativo, tônico digestivo, vasodilatador.
 
Acredita-se que quase toda a planta possui propriedades medicinais, incluindo suas folhas, frutos, sementes, cascas e raízes. A Graviola é uma planta muito utilizada ao longo dos tempos na medicina alternativa, com ampla utilização por várias tribos indígenas ao longo de toda a Floresta Amazônica e parte do Caribe (América Central).
 
No Brasil, o chá da folha de Graviola é utilizado no combate de problemas hepáticos e o óleo das folhas e da fruta verde, misturado com azeite de Oliva, é utilizado para aliviar dores de reumatismo e artrite.
 
No Peru, o chá das folhas é usado para aliviar a inflamação das membranas mucosas (excesso de catarro) e as sementes para combater parasitas, já no Caribe, o suco da fruta, além de também eliminar parasitas, é usado para aliviar febre e diarreia. No Peru, Guianas e em alguns países da América Central, a planta é utilizada para reduzir a hipertensão arterial e acalmar o coração.
 
Vários medicamentos preparados a partir da Graviola são utilizados na medicina popular para combater células cancerígenas, bactérias, parasitas e vírus, além de retardar o crescimento de tumores, aliviar a depressão, reduzir espasmos, pressão arterial e febre, estimular a digestão e dilatar vasos sanguíneos.
 
Há várias décadas a Graviola tem sido alvo de estudos acerca de suas possíveis propriedades anticancerígenas e anti tumorais, no entanto, ainda nenhuma pesquisa se mostrou totalmente conclusiva quanto aos benefícios da Graviola no combate ao câncer. A planta possui compostos químicos conhecidos como acetogeninas, produzidas no tronco, na fruta e sementes da planta. O grande interesse dos cientistas na acetogenina se deve ao comportamento tóxico da substância para as células de câncer, tendo ação mínima em células saudáveis. No entanto, apesar de alguns resultados preliminares, as pesquisas não avançaram suficientemente neste sentido.
 
Em um estudo animal realizado no Departamento Farmacêutico da Faculdade de Farmácia e Bioquímica da Universidade Federal de Juiz de Fora, publicado em 2010, sugeriu que a Graviola (Annona muricata) pode ser uma fonte ativa de substâncias antinociceptivas (reduz o número de contorções abdominais) e anti-inflamatórias, obtidas através do extrato das folhas da planta. Outro estudo, realizado na Índia em 2007, sugeriu que os extratos de A. muricata possuem potente atividade antioxidante, sendo uma boa opção natural para combater os radicais livres, aumentando sua atividade terapêutica. Atividades anti-hiperglicêmicas da Graviola foram sugeridas em um estudo realizado na Universidade Obafemi Awolowo (Nigéria), o que indica que a Anonna muricata pode auxiliar no tratamento de pacientes com diabetes. Conclusões de outros estudos sugerem que As conclusões deste estudo realizado em animais de laboratório sugerem que o extrato de Graviola possivelmente aumenta os níveis de insulina e antioxidantes endógenos. Apesar de tantas indicações medicinais, o FDA (Food and Drug Administration), órgão regulamentador nos Estados Unidos, aprovou Graviola para uso apenas para apoiar a função imunológica.
 
O Uso da Graviola na Culinária
A Graviola atualmente é uma planta muito popular na culinária. Várias receitas utilizam como ingrediente principal a Graviola, que possui frutos muito aromáticos, com carne branca e suculenta. Os frutos maduros são altamente perecíveis, frágeis e são facilmente danificáveis. Muito presente em sorvetes e iogurtes, o néctar de Graviola melhora a qualidade total do produto, agregando valores substâncias de fósforo, zinco, cálcio e bons níveis de proteína a dieta. O fruto também é rico em carboidratos, especialmente frutose. Contém vitamina B1, B2 e C.
 
Efeitos Colaterais e Contra Indicações
A Graviola não deve ser utilizada durante a gravidez. Pessoas com pressão baixas devem apenas consumir a graviola com devida supervisão médica, vez que a planta possui atividade vasodilatadora, hipotensora e cardiodepressora. O uso prolongado da Graviola pode fortalecer bactérias no trato-digestivo, vez que a planta possui atividade antimicrobiana. A suplementação com alimentos probióticos é aconselhável neste caso. O consumo em excesso pode causar náuseas, sonolência e vômitos em algumas pessoas.
 
História e Curiosidades
A Graviola é uma árvore perene de pequeno porte, que atinge até 6 metros de altura. Possui folhas verdes escuras, grandes e brilhantes. O fruto da planta é comestível e possui cerca de 20 centímetros de diâmetro. A árvore é nativa de climas tropicais quentes, sendo muito comum na região da Floresta Amazônia. É conhecida como Guanábana nos países da América do Sul, exceto no Brasil, onde é chamada popularmente de Graviola.

domingo, 19 de maio de 2013

Cáscara

CÁSCARA Rhamnus purshiana - Ramnáceas - Costa do Pacífico


 

Trata-se de um arbusto com flores minúsculas e brancas. A casca da Cáscara-Sagrada é de cor cinca claro, sumosa, inodora, e de sabor amarguíssimo.

                                     

FÍGADO -ESTÔMAGO - INTESTINO: - Infusão - 30 gr de casca em 200 gr de água fervente. Após 20 minutos, filtrar e colocar o líquido em uma garrafa. Três a quatro colheres a cada noite, por 7 dias.

TINTURA: Macerar 30 gr de casca dessecada em 200 gr de álcool a 60º por 4 dias, filtrar e conservar o líquido em uma garrafa com tampa em conta-gotas. Usar 15 gotas como tônico do estômago e 25 gotas como laxativo.

sábado, 18 de maio de 2013

Dióspiro

Dióspiro - Diospyros kaki - Ebenáceas - China e Japão

 


Árvore que pode atingir alturas notáveis: 8 a 10 metros de altura. Possui folhas grandes, oblongadas, flores auxiliares solitárias de cor branco-amarelo que desabrocham no verão. O fruto é constituído por uma baga grande, com a forma de uma maçã alaranjada, de casca muito fina e lisa, com polpa muito suave, doce e açucarada, madura no fim do outono. Devem ser tratados com cautela, pois a casca muito fina e colada à polpa se rompe com facilidade.

ESTÔMAGO (GASTRALGIA, GASTROENTERITE DAS CRIANÇAS: - Infusão - Colocar uma xícara de água fervente uma pitada de folhas de caqui e duas folhas de lauroceraso. Deixar amornar, adoçar e administrar em seguida).

EXCITAÇÃO NERVOSA: Infusão - colocar em uma xícara de água fervente uma colher de folhas de caqui, um pedacinho de gengibre e uma colher de café de mel, filtrar o líquido e bebe-lo em seguida.

INSÔNIA: Ver excitação nervosa, beber a poção meia hora antes de deitar.

INTESTINO (PRISÃO DE VENTRE) Consumir durante a estação em que estão maduros e sumosos, equivalente a um tratamento eficaz contra prisão de ventre. Xarope - 1 Kg. De açúcar e 250 gr. de um limão e 2 Kg. De caquis maduros, cortados em quatro e liberados das sementes. Deixar cozinhar por 20 minutos após o inicio da ebulição.


Nota: Fruta adequada para energizar o chakra Muladhara, confira as semelhanças com o “umbigo” da fruta:

 

É também um alimento dos deuses ou Teobroma, tal como o cacau: 


Canela

CANELA Cinnamomum zeylanicum - Lauráceas - Ilha do Ceilão



 
As folhas duras, coriáceas, ovais de bonita cor verde, brilhante, sulcada por nervuras avermelhadas. As folhas são pequenas e de cor verde clara.

ANEMIA: - Elixir - Em 1 litro de Marsala da melhor qualidade colocar em maceração por 5 dias, 10 gr de Canela, 30 gr de Quina e 50 gr de Centáurea. Filtrar o líquido e consumi-lo em cálices pequenos antes de cada refeição.

DEBILIDADE: Elixir - Em 1 litro de Vinho Marsala, macerar por 24 horas, 25 gr de casca de Canela e 10 gr de Hortelã fresca, filtrar o líquido e colocá-lo em uma garrafa e consumi-lo em cálices cada vez que se sentir fraco ou cansado.

ESTÔMAGO (ATONIA GÁSTRICA): - Tintura - Macerar por 24 horas, 50 gr de casca de Canela, esmiuçada em ¼ de litro de álcool a 60º. Filtre o líquido e coloque-o em uma garrafa. Administrá-lo em colheres antes das refeições.

VINHO DIGESTIVO: Em 1 litro de vinho branco de boa qualidade, macerar por uma semana os seguintes ingredientes: 10 gr de casca de Canela, 30 gr de casca de Quina, 20 gr de raiz de Genciana, 10 gr de semente de Anis, 50 gr de açúcar, 1 envelope pequeno de Baunilha, os ingredientes devem ser esmiuçados, antes de serem colocados no vinho. Filtrar o líquido vertê-lo em uma garrafa e conservá-lo em local fresco. A dose é um cálice pequeno.

GRIPE: - Infusão - Em uma xícara de água fervente colocar, 5 gr de casca de Canela, 5 gr de Eucalipto, 10 gr de Alcaçuz, deixar em infusão por 10 minutos, filtrar o líquido e bebe-lo bem açucarado.

PONCHE DE CHÁ: - Colocar água quente em um recipiente, adicionar a quantidade de chá necessária, um pedacinho de casca de Canela e um cálice pequeno de Aguardente de Cana. Deixar em infusão por 10 minutos.

VINHO BRULE: Ferver por 3 minutos em 200 gr de Vinho Tinto forte 5 gr de Canela e 3 Cravos, coar, adoçar e beber em seguida.

RECONSTITUINTE: - Vinho Medicinal - Em um litro de Vinho Marsala de boa qualidade, macerar por 12 horas, 40 gr de casca de Canela, 30 gr de casca de Quina. Filtrar e colocar em uma garrafa. Tomar um cálice pequeno antes das refeições.

Camomila

CAMOMILA COMUM Matricaria chamomilla - Compostas - Europeia

 

 
Trata-se de uma planta herbácea, anual com folhas filiformes e flores brancas, semelhantes às Margaridinhas.

EXCITAÇÃO NERVOSA - INSÔNIA: - Elixir - Dissolver 800 gr de açúcar em 700 gr de água, fazendo ferver, mas nunca deixando entrar em ebulição. Em 200 gr de álcool a 95º macerar por 4 a 5 dias, agitando o recipiente a cada dia, os seguintes ingredientes: 100 gr de flores de Camomila, 5 gr de casca de Laranja Amarga, 2 gr de Canela. Filtrar o álcool, apertando bem as ervas que estiverem em maceração, e adicionar o líquido ao xarope, agitar bem o recipiente para misturar tudo e deixar o Elixir repousar alguns dias antes de usá-lo.

FEBRE INTERMITENTE - INSÔNIA - NEVRALGIA: Infusão - Em uma xícara de água fervente colocar à infusão uma pitada de flores de Camomila e um pedaço de casca de laranja (somente a parte amarela). Após 5 minutos, filtrar o líquido e bebe-lo adoçando com mel.

ESTÔMAGO (DIGESTÃO): - Infusão - Adicionar uma colher de chá de Fernete ou algumas gotas de Camomila.

TINTURA: - 20 gr de Camomila, 20 gr de Íris, 20 gr de Galanga, 20 gr de Genciana, 10 gr de Ácaro, 25 gr de Canela, 25 gr de Losna, 30 gr de Gengibre, 1 litro de álcool a 90º. Deixar em maceração 30 dias. Filtrar e conserva-lo em uma garrafa, tomar 15 gotas em pouca água.

VINHO DE CAMOMILA: Em 1 litro de bom vinho branco, macerar 100 gr de flores secas de Camomila. Após 5 dias filtrar e consumir o líquido em colheres.

FÍGADO (CÓLICAS HEPÁTICAS) - Infusão Ver febres intermitentes. Uma xícara de infusão de Camomila acalma as dores causadas pelas cólicas.

INTESTINO (INFLAMAÇÃO): - Cataplasma Usar um cataplasma de Farinha de Linho salpicado de flores de Camomila.

INFUSÃO PARA CLISTER: Em 1 litro de água fervente colocar uma colher de chá de flores de Camomila dessecadas. Quando o líquido estiver morno, filtrar e empregá-lo para o Clister.

OLHOS (CANSAÇO E IRRITAÇÃO) - Infusão - Mergulhar dois chumaços de Algodão Hidrófilo em uma infusão de Camomila morna.

REUMATISMO: - Fricções - Friccionar a parte atingida com o seguinte: 50 gr de flores secas de Camomila, 200 gr de Azeite, 20 gr de Cânfora, 20 gr de Álcool a 60º. Colocar a Camomila ao Azeite e aquecer em banho-maria por pelo menos 2 horas, dissolver a cânfora no álcool, quando o Azeite estiver frio [usá-lo através de um guardanapo que se deve apertar bem para fazer sair todo o suco da Camomila. Misturar o óleo ao álcool canforado e colocar o líquido em uma garrafa. Friccionar as regiões atingidas.

Beldroega

BELDROEGA Portulaca oleracea - Portulacaceae - Brasil



 
Cresce em terrenos áridos e secos, possui rizoma rastejante, ramos sumosos e fortes, folhas avermelhadas estreitas cuneiformes carnosos, flores corolas de 5 a 6 pétalas vivamente coloridas, vermelhas, amarelas, brancas, alaranjadas, violáceas, solferino.
 
Nutritivamente, esta planta é muito rica em potássio e omega-3, hoje em dia tão comentado, importante no fortalecimento do sistema imune e circulatório. Isso além de outros nutrientes e moléculas próprias que atuam de modo bastante sinérgico com nosso organismo.
 
Medicinalmente, pode-se dizer, em poucas palavras: antibacteriana, anti-inflamatória, vermífuga, diurética, emoliente, entre outras características. Traduzindo: combate infeções bacterianas, inflamações, vermes, e ajuda na digestão e no funcionamento dos rins. Basta incluir na dieta para já se aproveitar pelo menos em parte estes efeitos.
 
Outra ideia simples é o uso das folhas em infusão, seja como tônico e depurativo do sangue (uso interno) ou como cicatrizante (uso externo). Mas tudo isso é ainda só uma parte do poder desta planta.
 
Referência:
“Plantas Medicinais no Brasil – Nativas e Exóticas”, Harri Lorenzi e F. J. Abreu Matos. 2ª Edição, Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008. 

DIURÉTICO: Infusão - colocar em infusão por um quarto de hora, uma pitada de folha de beldroega . Filtrar, adoçar e beber em 2 vezes.

Sopa de Beldroegas

Salada de beldroegas

Baunilha

BAUNILHA - Vanilha planifólia - México e Índia




Trata-se de uma orquídea que possui grossas raízes aéreas com as quais se fixa aos troncos das árvores. A baunilha assume a forma e a proporção de uma liana. As folhas ovais e lanceoladas por estrias verticais de um verde mais escuro. As flores de cor verde amarelado dão vida aos frutos com forma de uma vagem alongada, de aroma muito agradável.
 
Partes utilizadas : favas.
 
Origem : México e América Central.
 
Plantio : Multiplicação: reproduz-se por estacas (mudas); Cultivo: de clima tropical, a baunilha tolera climas quentes e frios, mas prefere o clima ameno. Planta-se em solos secos, arejados e ricos em matéria orgânica. Pode ser plantada o ano todo mas prefere o início da primavera. É trepadeira e precisa ser plantada em parreiras. Colheita: colhem-se os frutos quando estiverem prestes a amadurecer.
 
Habitat:  Ocorre também no Brasil. O maior Estado produtor é a Bahia.
 
História: Os espanhóis levaram a baunilha para a Europa, dos astecas, que já a utilizavam como afrodisíaco. Famosa na culinária mundial, não se sabe se por ser digestiva, calmante ou apenas pelo seu maravilhoso sabor e aroma. Faz parte da farmacopeia homeopática.
 
Princípios Ativos: Ácido acético, ácido vanilil etílico, açúcares, álcool etílico, ceras, cinamato, eugenol, fermentos, furfurol, gorduras, mucilagem, resinas  e  taninos.
 
Propriedades medicinais: afrodisíaca, antiespasmódica, anti-séptico, aromatizante, ligeramente colerético, digestivo, emenagoga, estimulante, tônico geral. Popularmente usada como afrodisíaco e emenagogo (provoca a menstruação).
 
Indicações: Afecções uterinas e nervosas, corretor de sabor, diarréias, disquinesias hepatobiliares, dispepsias hiposecretoras, espasmos, esterilidade, estimulante, falta de energia, febres adinâmicas, flatulência, impotência, melancolia histérica, reumatismo crônico.
 
Em homeopatia: afeções nervosas e uterinas, convulsões, metrite, hipocondria, sozinha ou em mistura com outras ervas.
Uso pediátrico: As mesmas indicações possíveis.
 
Uso na gestação e na amamentação: Não há informações da sua farmacocinética ou sobre seu Uso nestas condições. Deve-se evitar seu Uso acima das doses alimentares.
 
Parte utilizada: frutos secos.
 
Contra-indicações/cuidados: lactantes, crianças menores de 6 anos, pacientes com alergias respiratórias, gastrite, úlceras gastroduodenais, síndrome de intestino irritado, colite ulcerosa, enfermidade de Crohn, hepatopatías, epilepsia, Parkinson e outras enfermidades neurológicas, hipersensibilidade ao óleo essencial de baunilha, ao óleo de canela e ao óleo do bálsamo de Perú (frequentemente se dão reações cruzadas).
 
Efeitos colaterais:O óleo essencial puro pode ser neurotóxico e produzir dermatite de contato. O uso em doses excessivas pode causar náuseas.
 
Modo de usar:

Tintura de baunilha: macerar 15 g de baunilha em vagens cortadas em pedaços, em meio litro de álcool a 90º. Deixar 15 dias, filtrar a tintura. Conservá-la numa garrafa bem fechada, empregando-a para perfumar chocolate, tortas, bolos, pastéis doces, panquecas, pudins, sorvetes, biscoitos, cremes, molhos para sobremesas. Dose: 0,3 a 2 g./dia.
 
Posologia:

Adultos: A baunilha é encontrada como produto gastronómico, em favas. Não se recomenda o uso de essências pois estas costumam ser sintéticas. A fava, muito aromática pode ser partida e utilizada em decocto. Não foram encontradas referências de dosagem, mas em uso culinário 1/10 da fava aromatiza uma xícara de líquido.
 
Farmacologia: Muito pouco se estudou sobre a baunilha. Sabe-se que seu óleo essencial exerce leve ação calmante.
 

PERFUMAR TORTAS E BOLOS: 15 gr. de baunilha em vagens, cortá-las em pedaços e macerá-las por 15 dias em meio litro de álcool 90º. Filtrar e conservá-las em uma garrafa bem tampada.
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