sábado, 8 de junho de 2013

A próstata e o selénio

alimentos selenio Alimentos Ricos em Selênio
                                             alimentos ricos em selénio

1. Metabolismo e selénio
 
O Selénio (Se) tornou-se uma das principais armas terapêuticas da Medicina Ortomolecular, principalmente pela sua capacidade de neutralizar a formação dos radicais livres. Dos cerca de 15 mg de (Se) normalmente encontrados em um adulto de 70 kg, a maioria encontra-se no figado, nos rins e no pâncreas, sendo que no homem grandes concentrações são verificadas nos testículos e no esperma. Por tal razão, muitos autores enfatizam as maiores necessidades desse mineral no sexo masculino, uma vez que suas perdas pela ejaculação parecem ser apreciáveis. Sua eliminação é feita pela urina, pelas fezes e pelo esperma.

2. Fontes alimentares de selénio

Alimentos                                                 mcg

castanha-do-pará (1/4 de xícara)             380
cogumelos (50g)                                         70
salmão (84g)                                               70
ostras (1/4 xícara)                                       35
gérmen de trigo (1/4 xícara)                        28
granola (1 xícara)                                        23
carne vermelha (84 g)                                 22
peito de frango (84 g)                                  17
pão integral (1 fatia)                                    16
ovos (1 médio)                                            12
leite 2 % (1 xícara)                                        6
queijo (28 g)                                                  4
alho (10 g)                                                     2

 
3. Funções fisiológicas

Praticamente todas as funções do Se estão ligadas a participação como antioxidante. Entre as principais podemos incluir:
 
• previne o câncer — comprovadamente regiões com baixos índices de Se no solo apresentam incidência aumentada de câncer, principalmente os de mama, cólon e pulmões;
 
• fundamental ao metabolismo dos eritrócitos;
 
• mantém a integridade dos cromossomos;
 
• previne contra doenças cardiovasculares — pelo seu efeito antioxidante evita a aterosclerose;
 
• atua como imunoestimulante — aumentando a formação de anticorpos;
 
• protege o organismo dos metais pesados e outras toxinas;
 
• aumenta a fertilidade masculina (aumenta a motilidade dos espermatozoides);
 
• aumenta a expectativa de vida — sua incidência no solo está diretamente ligada à longevidade.

4. Deficiência
 
A deficiência vincula-se à sua carência no solo. Regiões com baixa concentração de Se no solo mostram altas incidências de câncer e de doenças cardiovasculares.
 
A doença de Keshan, identificada na China como provocada por deficit de Se, caracteriza-se por cardiomiopatia infantil com cardiomegalia e insuficiência cardíaca congestiva. Além disso, diversas doenças vêm sendo relacionadas com a deficiência de Se, entre elas:
 
• infarto do miocárdio, hipertensão arterial, aterosclerose;
• deficiência imunológica;
• miopatias diversas;
• alcoolismo e cirrose;
• mucoviscidose;
• doença celíaca;
• anemia hemolítica;
• infertilidade e impotência;
• catarata, retinopatia diabética e degeneração macular;
• artrite reumatoide;
• psoríase;
• esclerose múltipla.

5. Toxicidade
 
Apesar de ter sido identificado no passado como um elemento tóxico, na verdade, o Se é bem tolerado. As formas inorgânicas, em especial o selenito de sódio, são mais tóxicas. Os sinais de intoxicação aparecem com doses prolongadas e superiores a  1mg de selenito por dia e doses bem mais elevadas de Se orgânico. Não há uma síndrome de intoxicação por Se, embora se saiba que ele pode substituir o enxofre em várias reações químicas, o que poderia causar sérias disfunções nas enzimas em que o enxofre participa.
 
Os sintomas mais comumente relacionados com os excessos desse mineral são: problemas visuais, musculares e cardíacos, aumento da incidência de cáries dentárias, alopecia, eczemas, vómitos e fadiga. Alguns autores relatam odor de alho no corpo e gosto metálico na boca. Nos quadros agudos podem aparecer febre, sintomas gastrintestinais e disfunção hépato-renal.
 
A intoxicação pode estar ligada à contaminação de operários da indústria de equipamentos eletrónicos. No diagnóstico pelo mineralograma, deve-se pesquisar sempre o uso de champôs anticaspa com sulfeto de selénio, que contaminam os cabelos e provocam resultados falsamente elevados.
 
6. Possíveis usos
 
O Se é usado na Medicina Ortomolecular como antioxidante pelo seu papel na estrutura da glutation peroxidase. Várias de suas indicações terapêuticas provêm dessa função primária que lhe confere características inigualáveis como agente terapêutico, especialmente no que se refere à prevenção do câncer e às doenças cardiovasculares.
 
Na terapia antioxidante e preventiva, o Se é normalmente prescrito com vitamina C, beta-caroteno e, principalmente, com a vitamina E. Este último elemento indiscutivelmente potencializa seus efeitos, agindo sinergicamente na proteção antioxidante dos tecidos.
 
Alimentos que contêm vitamina E: castanha-do-pará, amendoim, amêndoa, nozes, avelã, kiwi, germe de trigo, os óleos vegetais como os de milho, girassol, azeite e soja. Podemos encontrar vitamina E também em grãos integrais e peixes.
 
 
Além dos processos patológicos relacionados com deficit de Se, expostos no item 4 (Deficiência), outras doenças podem obter benefício da suplementação com esse mineral:
 
• artrite reumatoide;
• lúpus eritematoso;
• aterosclerose;
• imunodeficiências, inclusive a AIDS;
• doença de Alzheimer;
• sintomas da menopausa;
• todas as doenças provocadas por estresse oxidativo.
 
7. Doses
 
O selénio deve sempre ser usado com a vitamina E para potencialização e, de preferência, com vitamina C e beta-caroteno. As doses usuais, sempre na forma quelada, geralmente com metionina, ficam entre 100 e 300 mcg por dia.
 
A Dose diária recomendada para o Se é:
 
crianças......... 30 mcg/dia
homens............ 70 mcg/dia
mulheres...... 55 mcg/dia
grávidas....... 65 mcg/dia
lactantes... 75 mcg/dia
 
 
 

CASTANHA-DO-PARÁ, Bertholletia excelsa

A. SINÓNIMOS
 
Juviá, toucá, tucá, tocari, erai, tururi, castanha-do-brasil, amendoeira-da-américa, castanheira-do-brasil.
Infelizmente, o solo brasileiro é bastante pobre e podemos encontrar incidências menores do que as citadas a seguir. O principal fator determinante da quantidade de Se na alimentação é sua concentração no solo da região de onde provém o alimento.
 
B. PROPRIEDADES TERAPÊUTICAS
 
Nutriente, Energética, Galactagoga, Vitaminizante, Mineralizante. Contem proteína, fibras, cálcio, fósforo e magnésio.
 
C. INDICAÇOES
 
CASTANHAS
 
—Anemias, desnutrição, convalescenças, hipoproteinemia, avitaminoses A, B, C e E, Selênio. Ajuda  a combater doenças cardiovasculares, diabetes do tipo 2, câncer e obesidade.
 
Uso interno: comidas ao natural, bem mastigadas, até formar uma massa líquida na boca, de 3 a 5 castanhas por dia.
 
D. HABITAT/CULTIVO
 
— Árvore de grande porte, nativa da região amazónica, chega a atingir 60m de altura e 4m de diâmetro em terrenos profundos e com bastante matéria orgânica. Prefere
clima quente e húmido.
 
E. OBSERVAÇÕES
 
a) Sua proteína, chamada de excelsina, é considerada uma proteína completa, como a lactoalbumina, caseína e outras que pertencem ao reino animal.
 
b) E indicada também em regimes alimentares vegetarianos, por estimular a síntese de proteínas no organismo.
 
c) Estimula a secreção de leite materno.
 
 

PROBLEMAS DA PRÓSTATA: O REMÉDIO DA ABÓBORA
 
Se você sofre dessa condição comum nos homens, o aumento da glândula da próstata, que afeta aproximadamente metade de todos os homens com mais de 50 anos, a ingestão de sementes de abóbora-moranga pode ajudar.
 
Segundo o Dr. James Duke, do Departamento Norte-Americano de Agricultura, uma mão cheia de sementes de abóbora por dia é um remédio da medicina popular para essa condição utilizado em várias partes do mundo — notadamente na Bulgária, Turquia e Ucrânia — e há uma explicação científica.
 
As sementes de abóbora são ricas nos aminoácidos alanina, glicina e ácido glutâmico. Em um estudo controlado realizado com 45 homens, esses aminoácidos em sua forma pura reduziram os principais sintomas de aumento da próstata. Por exemplo, aliviaram ou reduziram a micção noturna em 95%, a urgência urinária em 81% e a frequência urinária em 73%.
 
Surpreendentemente, meia chávena de sementes de abóbora contém cinco vezes mais aminoácidos do que a quantidade diária considerada eficaz no estudo, diz o Dr. Duke. Portanto, ele calcula que as sementes de abóbora possam funcionar tão bem quanto aminoácidos puros isolados ou determinadas drogas criadas especificamente para o tratamento dessa condição.
 
Outros remédios potenciais para o aumento da próstata, segundo o Dr. Duke, são as sementes de pepino, sementes de melancia, semente de gergelim, alfarroba, soja, óleo de linhaça, amêndoa, castanha-do-pará, amendoim e palmito.
 
 Segundo sugestão do Dr. Duke, esses alimentos, juntamente com as sementes de abóbora, poderiam ser misturada em uma pasta semelhante à de amendoim que ele chama de “Manteiga Especial para Próstata”. Segundo ele, 30 gramas ou mais ou menos duas colheres de chá por dia forneceriam as quantidades terapêutica de aminoácidos e outras substâncias.

Dr. Jose Caribe
Dr. Jose Maria Campos
 
 
Dicas verdes:
 
Ainda segundo o Dr. James A. Duke o Alcaçuz, Glycyrrhiza glabra, deve ser ingerido regularmente em doses moderadas inferiores a 25g por dia, pois contém um composto que impede a conversão da testosterona em di-hidrotestosterona.
 
A Palmeira anã, Serenoa repens, aumenta o fluxo urinário, a diminuição de urina residual e a diminuição da frequência com que se urina, quando se ingerem as suas sementes. Esta planta tem um composto que inibe a ação da enzima alfa-redutase-5-tetosterona que converte a testosterona em di-hidrotestosterona. Recomenda-se uma dose diária de 1 a 2g.
 
A dose diária recomendada de Munjibe-ndende, Pygeum africanum, é de 50mg de extrato de casca duas vezes ao dia. No entanto esta espécie está em perigo de extinção devido a ser colhida em demasia.
 
A quantidade diária recomendada de Urtiga, Urtica dioica, é de 3 colherzinhas de extrato. Tem os mesmo efeitos do que as plantas mencionadas anteriormente.
 
O Dr. Duke sugere ainda o fabrico caseiro de uma pasta combinada de umas gotas de extrato de alcaçuz, umas gotas de óleo de castanha do Pará, algumas sementes de palmeira anã e meia chávena de sementes de abóbora que devem ser moídas num liquidificador. Esta pasta deve ser utilizada para barrar tostas e ser assim ingerida.
 
Sugestão: moer diariamente castanha de Pará, raiz de alcaçuz e as sementes de palmeira anã e de abóbora e usar esse pó misturado com yogurte.
 
in Farmácia Verde de James A. Duke

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