sábado, 18 de maio de 2013

Baunilha

BAUNILHA - Vanilha planifólia - México e Índia




Trata-se de uma orquídea que possui grossas raízes aéreas com as quais se fixa aos troncos das árvores. A baunilha assume a forma e a proporção de uma liana. As folhas ovais e lanceoladas por estrias verticais de um verde mais escuro. As flores de cor verde amarelado dão vida aos frutos com forma de uma vagem alongada, de aroma muito agradável.
 
Partes utilizadas : favas.
 
Origem : México e América Central.
 
Plantio : Multiplicação: reproduz-se por estacas (mudas); Cultivo: de clima tropical, a baunilha tolera climas quentes e frios, mas prefere o clima ameno. Planta-se em solos secos, arejados e ricos em matéria orgânica. Pode ser plantada o ano todo mas prefere o início da primavera. É trepadeira e precisa ser plantada em parreiras. Colheita: colhem-se os frutos quando estiverem prestes a amadurecer.
 
Habitat:  Ocorre também no Brasil. O maior Estado produtor é a Bahia.
 
História: Os espanhóis levaram a baunilha para a Europa, dos astecas, que já a utilizavam como afrodisíaco. Famosa na culinária mundial, não se sabe se por ser digestiva, calmante ou apenas pelo seu maravilhoso sabor e aroma. Faz parte da farmacopeia homeopática.
 
Princípios Ativos: Ácido acético, ácido vanilil etílico, açúcares, álcool etílico, ceras, cinamato, eugenol, fermentos, furfurol, gorduras, mucilagem, resinas  e  taninos.
 
Propriedades medicinais: afrodisíaca, antiespasmódica, anti-séptico, aromatizante, ligeramente colerético, digestivo, emenagoga, estimulante, tônico geral. Popularmente usada como afrodisíaco e emenagogo (provoca a menstruação).
 
Indicações: Afecções uterinas e nervosas, corretor de sabor, diarréias, disquinesias hepatobiliares, dispepsias hiposecretoras, espasmos, esterilidade, estimulante, falta de energia, febres adinâmicas, flatulência, impotência, melancolia histérica, reumatismo crônico.
 
Em homeopatia: afeções nervosas e uterinas, convulsões, metrite, hipocondria, sozinha ou em mistura com outras ervas.
Uso pediátrico: As mesmas indicações possíveis.
 
Uso na gestação e na amamentação: Não há informações da sua farmacocinética ou sobre seu Uso nestas condições. Deve-se evitar seu Uso acima das doses alimentares.
 
Parte utilizada: frutos secos.
 
Contra-indicações/cuidados: lactantes, crianças menores de 6 anos, pacientes com alergias respiratórias, gastrite, úlceras gastroduodenais, síndrome de intestino irritado, colite ulcerosa, enfermidade de Crohn, hepatopatías, epilepsia, Parkinson e outras enfermidades neurológicas, hipersensibilidade ao óleo essencial de baunilha, ao óleo de canela e ao óleo do bálsamo de Perú (frequentemente se dão reações cruzadas).
 
Efeitos colaterais:O óleo essencial puro pode ser neurotóxico e produzir dermatite de contato. O uso em doses excessivas pode causar náuseas.
 
Modo de usar:

Tintura de baunilha: macerar 15 g de baunilha em vagens cortadas em pedaços, em meio litro de álcool a 90º. Deixar 15 dias, filtrar a tintura. Conservá-la numa garrafa bem fechada, empregando-a para perfumar chocolate, tortas, bolos, pastéis doces, panquecas, pudins, sorvetes, biscoitos, cremes, molhos para sobremesas. Dose: 0,3 a 2 g./dia.
 
Posologia:

Adultos: A baunilha é encontrada como produto gastronómico, em favas. Não se recomenda o uso de essências pois estas costumam ser sintéticas. A fava, muito aromática pode ser partida e utilizada em decocto. Não foram encontradas referências de dosagem, mas em uso culinário 1/10 da fava aromatiza uma xícara de líquido.
 
Farmacologia: Muito pouco se estudou sobre a baunilha. Sabe-se que seu óleo essencial exerce leve ação calmante.
 

PERFUMAR TORTAS E BOLOS: 15 gr. de baunilha em vagens, cortá-las em pedaços e macerá-las por 15 dias em meio litro de álcool 90º. Filtrar e conservá-las em uma garrafa bem tampada.

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