sábado, 18 de maio de 2013

Alfavaca

Alfavaca - Parietária officinalis - Urticaceae - Europa



É uma pequena planta que possui folhas de forma oval e pequenas flores esverdeadas ou avermelhadas . Esta planta floresce principalmente entre Julho a Outubro. Uma das mais curiosas características desta planta é o facto de germinar e de se desenvolver quase em qualquer sítio, como por exemplo em fendas nas estradas e em buracos dos muros.

Esta planta pertence á família Urticaceae, a mesma família onde pertence a famosa urtiga, por isso a alfavaca partilha com a urtiga algumas características morfológicas, tais como o tamanho, a forma das folhas e, até mesmo os pelos urticantes característicos da urtiga, sendo que os pelos da alfavaca não causam irritações na pele.
 
Esta planta era usada para aliviar queimaduras, inchaços, feridas, gretas dos lábios ou da pele, fissuras anais e lesões nos mamilos.

O chá feito de folhas de alfavaca, misturado com mel é muito utilizado para combater várias doenças das vias urinárias. O consumo contínuo deste chá pode ajudar a dissolver pedras nos rins, evitando assim as intervenções cirúrgicas.

O chá de alfavaca também previne a retenção de urinas, pois o consumo de alfavaca faz aumentar a produção de urina muito diluída. Aconselha-se igualmente a pessoas com problemas digestivos, doenças no estômago e intestino, flatulência, hepatites, febre e tosse.

Nome popular

alfavaca-de-cobra, parietária, erva das muralhas, erva fura paredes, erva de santana, erva de nossa senhora, erva dos muros, favaca e favaca-de cobra, (Beira Baixa), helxina, cobrinha (Estremadura), colerinha palietária, palietária, paletaina, palitaina, paleiro, pulitaina (Ponte de Lima), pulitária, urtiga mansa (Açores).


Parte usada
Toda a planta.


Indicações terapêuticas

Nefrites, cistites, prostatites, calculose renal, oligúria, digestões pesadas, flatulência, hepatites, febre, queimaduras, feridas, gretas dos lábios, da pele, do mamilo e fissuras anais.
 

Uso Interno

Infusão: 30 a 50 g da planta seca ou fresca para 1 litro de água fervente, que se bebe em 5 tomas ao longo do dia
Sumo: da planta acabada de colher tomar 1 decilitro 3 vezes por dia.
Tintura e Alcoolatura: 50 gotas por dia.
Extrato fluído: dose máxima de 20 ml por dia.


Uso Externo

Banhos: Infusão de 60 g da planta seca ou fresca para 1 litro de água fervente.

Gargarejos: Infusão de 60 g da planta seca ou fresca para 1 litro de água fervente.

Cataplasmas: da planta fresca bem esmagada, que se aplica na zona tratar.


Efeitos secundários
Não foram relatados quaisquer efeitos secundários nocivos.


Observações

Veterinária: infusão ou cozimento para tratamento das nefrites dos bovídeos


Bibliografia: Nunes, João R., 'Medicina popular -Tratamento pelas plantas medicinais', Litexa Editora, Setembro 1999, Chaves, António J. Leal - “Viva Melhor com as Plantas Medicinais” – Edições Une – 2008

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